Estoril Open News and Events

Roger Federer é o novo campeão do Estoril Open! O suíço número um mundial entrou no Court Central do Estádio Nacional para discutir o título frente a Nikolay Davydenko, mas quis o destino que o russo fosse obrigado a desistir quando o marcador registava uma vantagem de 7-6(5) e 1-2, entregando assim de mão beijada a vitória a Roger Federer.
Naquele que foi o 12º encontro entre o actual líder da hierarquia mundial e o quarto classificado do ranking ATP, ambos os tenistas não defraudaram as expectativas dos quase 7 mil espectadores que lotaram as bancadas do improvisado Court Central, mas foi novamente Federer a triunfar, tal como nas 11 ocasiões anteriores.
O primeiro parcial foi, literalmente, discutido taco-a-taco. Sem qualquer quebra de serviço, tanto Federer como Davydenko proporcionaram um espectáculo de alto nível, pese embora as muito particulares condições atmosféricas (vento e algum frio daí decorrente).
No campo dos pontos ganhos no decorrer do primeiro set, Federer e Davydenko dividiram entre si, em partes iguais, as 94 trocas de bolas protagonizadas. Porém, chegada a altura do tie-break, o suíço entrou demolidor atingindo depressa o 3-0 e depois o 5-1, permitindo no entanto a recuperação ao opositor até ao 5-5, para depois voltar a acelerar até ao 7-5 final.
Foi precisamente na troca de lados durante o desempate do parcial inicial que Nikolay Davydenko olhou para o árbitro de cadeira, Carlos Bernardes (Brasil), pedindo para chamar o fisioterapeuta ao court. Arrumado o primeiro set, o russo de 26 anos recebeu então assistência na sua coxa esquerda, acabando por desistir 18 minutos depois e já com um break no serviço de Federer.
“É óptimo ganhar um título outra vez um torneio, já tinha algum tempo que isso não acontecia e dá-me imensa confiança para os próximos meses que me esperam”, começou por dizer Roger Federer, antes de enaltecer o esforço do adversário: “com as condições que foram ficando mais difíceis ao longo da semana, este último dia foi muito complicado, com muito vento e frio. Aliás, talvez tenha sido por isso que o Nikolay foi obrigado a desistir pois são condições às quais é muito difícil adaptar-se. Ainda assim, queria dar-lhe os parabéns não só pela semana que teve aqui no Estoril Open, mas também pelo título conquistado em Miami e pela participação na Taça Davis. Têm sido umas semanas incríveis para ele e é pena que tenha tido de desistir e logo na final”.
Com o triunfo alcançado a 20 de Abril de 2008 no Estoril Open, Roger Federer não só se tornou no 16º campeão do torneio português (sucedendo ao sérvio Novak Djokovic), como ainda aumentou para 54 o número de troféus conquistados enquanto profissional, com especial enfoque naturalmente nos 12 do Grand Slam.
Na presente temporada, a consagração em solo português foi a primeira de 2008, depois de duas presenças em meias-finais no Open da Austrália e em Indian Wells, bem como nos quartos-de-final de Key Biscaine.
“Sabe sempre bem ganhar um torneio, mas não nestas condições, ainda para mais porque estava a ser um encontro muito bem disputado. Já tinha jogada 70 finais na minha carreira mas em nenhuma delas o adversário tinha desistido. Foi pena, pois gostava de ter celebrado o match-point de outra forma. Não foi tão emocionante, mas fico contente na mesma”, referiu o novo titular do troféu Vista Alegre, entregue pelo ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho. O cheque de 59.100 euros, esse, foi entregue pelo administrador do BES, José Maria Ricciardi, numa cerimónia que contou ainda com a participação de Zeinal Bava (presidente executivo da PT), Paulo Vistas (vice-presidente da Câmara Municipal de Oeiras) e João Lagos (presidente do Conselho de Administração da João Lagos Sports).
Sobre a estreia auspiciosa no pó-de-tijolo, Federer revelou ter sido uma semana muito produtiva, na qual “foi possível começar a trabalhar alguns aspectos. Na final propriamente dita, foi mais um encontro de espera, já que não era possível atacar as linhas nem arriscar o serviço por causa do vento”.
Concluída a estreia em Portugal, e depois de referir ter “poucas lembranças de Espinho” (onde esteve em 1999 num torneio Challenger), Roger Federer destacou a simpatia com que foi acolhido e o comportamento do público: “foi uma semana espectacular, acima de tudo pela maneira como fui tratado. Queria agradecer, não só o facto de me terem trazido até aqui, mas tudo o que fizeram enquanto cá estive, pois tornaram tudo perfeito. As pessoas são muito amigáveis, mesmo os adeptos, são muito calmos e pacientes, daí que tenha dedicado muito tempo a dar autógrafos e até a falar com alguns deles. Penso que é um dos melhores elogios que posso fazer a este país”.
A despedida ficou marcada pelo “recado” do número um mundial e já considerado melhor tenista de todos os tempos, quanto ao futuro do maior torneio de ténis realizado anualmente – e ininterruptamente desde há 19 anos – em Portugal: “por toda a qualidade do torneio, sem dúvida que merecia um estádio maior e melhor. Pode ser que um dia volte a jogar aqui, tudo vai depender, como sempre, da programação antecipada que costumo fazer e que tem em conta muitas coisas, como por exemplo a Taça Davis. Mas se um dia isso acontecer, espero fazê-lo num estádio novo e definitivo”.
Do lado de Nikolay Davydenko, o russo dirigiu-se em primeiro lugar ao seu opositor e depois aos espectadores: “primeiro queria dar os parabéns ao Roger pela semana fantástica que teve aqui em Portugal. Em alguns momentos pode ter tido mais dificuldades mas no geral esteve muito bem. E por último, gostava de pedir desculpa por terminar o encontro assim mas não havia nada a fazer. Foi algo que senti no decorrer do primeiro set e não dava mesmo para continuar. Peço desculpa por isso”, explicou o quarto classificado do ranking ATP, depois de ter marcado presença na final do Estoril Open pela terceira vez na carreira, com um título conquistado em 2003 e, agora, dois perdidos – depois do primeiro desaire em 2006 frente ao argentino David Nalbandian.


Notícias 2009






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