Organizador do Evento
 
Patrocinadores
 
Evento Oficial
 


Estoril Open Notícias e Eventos 2006



Nikolay Davydenko
© Wire Image
Davydenko foge a razia nos favoritos

Na jornada de quarta-feira, assistiu-se a uma autêntica na razia nos principais favoritos à vitória no quadro de singulares masculinos do 17º Estoril Open. Depois de assistir aos desaires de Gael Monfils e Nicolas Massu, o segundo cabeça-de-série Nikolay Davydenko foi o único a resistir seguindo em frente para os quartos-de-final. Com ele seguiu o norte-americano Justin Gimelstob.

Nikolay Davydenko e Marat Safin defrontaram-se pela terceira vez este ano, e o Estoril Open foi o palco do embate que opôs o actual sexto classificado do ranking técnico ATP ao 49º jogador da hierarquia mundial. Campeão no Jamor em 2003, Davydenko entrou a perder no encontro, mas depois viu o seu jogo ganhar outra consistência, enquanto que do outro lado, Safin limitou-se a lutar: «as condições estavam muito difíceis, com muito vento e o meu jogo não estava lá quando mais precisei dele, e acabei por fazer muitos erros não forçados».

Depois de uma lesão no joelho, Marat Safin interrompe assim uma tentativa de regresso bem sucedida à competição propriamente dita, mas não esmorece nos seus objectivos. «Vou continuar a tentar, as vitórias vão acabar por aparecer, eu tenho de limitar-me a jogar. Não posso fazer muito mais do que isso», concluiu, antes de seguir para os balneários, onde trocou impressões com o seu treinador, Peter Lundgren.

Com a derrota desta tarde, o antigo número um mundial e campeão do Open dos Estados Unidos (2000) e do Open da Austrália (2004), foi incapaz de melhorar os seus registos no Estoril Open, onde contabiliza uma presença na final de 2004, nos quartos-de-final de 2002 e na primeira ronda de 1999.

Do lado de Davydenko, a vitória de hoje teve um sabor especial, ou não tivesse sido ele derrotado por Safin nos torneios do Dubai e em Indian Wells já este ano. «Foi bom para a minha confiança ter vencido hoje», antes de revelar prudência para o resto da competição «onde ainda tenho de jogar os quartos-de-final. O mais importante é continuar a lutar, ganhar confiança e sentir-me bem fisicamente».

Nos quartos-de-final de um torneio que venceu em 2003, o russo de 24 anos irá agora defrontar o luxemburguês Gilles Muller (71º ATP) – que esta tarde levou de vencida o equatoriano (antigo número seis mundial), Nicolas Lapentti (126º ATP), por 6-1 e 6-4.

Monfils e Massu perdidos na segunda ronda

A primeira grande ‘surpresa’ do dia começou por surgir logo na abertura do court central, quando o quarto cabeça-de-série, Gael Monfils caiu aos pés do veterano Albert Portas. Depois de uma travessia longa pelo deserto – em que não ganhou nenhum encontro este ano até ao Open de Barcelona na passada semana, em que atingiu a terceira ronda – o espanhol de 32 anos parece de volta às boas exibições e frente ao francês de 19 anos deu a volta ao marcador, para vencer por 3-6, 7-6(4) e 6-4.

Monfils (35º ATP), que aterrou no Jamor com um wild card oferecido por João Lagos, nem queria acreditar no que tinha acabado de acontecer: «nem eu sei o que se passou. Ele jogou sempre ao mesmo nível, fui eu que perdi o jogo. Estou desapontado, porque este era um encontro que eu devia ter ganho».

Após o triunfo de hoje – que o colocou a uma vitória do melhor registo no Jamor, quando em 2001 foi semifinalista – Portas (100º ATP) garantiu um embate com Justin Gimelstob nos quartos-de-final.

O norte-americano, também ele num modesto 97º posto da hierarquia mundial, garantiu hoje um triunfo que surpreendeu até o próprio tenista, sobre o campeão olímpico e sétimo cabeça-de-série, o chileno Nicolas Massu (2-6, 7-6(3) e 6-4).

«Nem sei como é que ganhei. Acho que amanhã as pessoas vão pegar nos jornais e vão telefonar a perguntar como consegui», começou por explicar o divertido Gimelstob, para logo depois partir para uma pequena análise ao embate que o espera frente ao seu parceiro de pares (que hoje foram derrotados pela dupla Nuno Marques e Leonardo Tavares por 5-7, 6-2 e 10-3): «não tinha expectativas para o encontro de hoje e continuo na mesma, vou tentar divertir-me. Em terra batida ele é claramente um dos favoritos».

Curiosamente, a vitória de hoje do atleta de New Jersey colocou nos quartos-de-final de um torneio ATP, pela primeira vez desde o torneio de Chennai, em Janeiro de 2005. Viajando ainda mais longe no passado, em 1998, Gimelstob registou a sua última presença numa meia-final em terra batida, no torneio de Coral Springs – para na sexta-feira ir pela primeira vez disputar uns quartos-de-final no pó-de-tijolo do velho continente.

 


 
Inscreva-se e receba a Newsletter Oficial
Registe-se e receba as notícias e informações do Estoril Open.