Estoril Open NotÃcias e Eventos 2006

Nikolay Davydenko
© Joao Lagos Sports
Três cabeças-de-série, David Nalbandian (1º), Nikolay Davydenko (2º), Carlos Moya (6º), e Albert Portas entram em court para discutir as duas vagas na final do Estoril Open. Todos, com excepção de Portas, foram campeões em edições anteriores da mais importante prova tenística internacional realizada anualmente em Portugal.
Consagrado vencedor no Jamor em 2002, tendo nesse mesmo ano atingido a final de Wimbledon (perdida para Lleyton Hewitt), David Nalbandian, defrontará pela terceira na sua carreira o espanhol Albert Portas. O último confronto entre ambos, terminou há quatro anos em Roma, com vitória do argentino.
Cotado na quarta posição do ranking mundial, o sul-americano chegou às meias-finais depois de derrotar o português Frederico Gil, ao passo que o centésimo classificado da hierarquia mundial garantiu ontem a continuidade em prova, ao bater o norte-americano Justin Gimelstob.
Com apenas 24 anos, David Nalbandian tem em 2006 um registo impressionante de 18 vitórias contra apenas cinco desaires, tendo falhado algumas competições devido a uma lesão abdominal. A presença no Estoril Open deste ano regista a sua terceira meia-final esta temporada – depois do Open da Austrália e do Masters Series de Miami. No que diz respeito a finais, a última disputada e ganha, foi no confronto épico com Roger Federer na Tennis Masters Cup de Shanghai 2005.
O primeiro título do tenista natural de Córdoba aconteceu precisamente aqui no Estoril Open em 2002 (tem um registo de oito vitórias contra apenas uma derrota no torneio português), e depois disso conquistou mais três troféus ATP, num total de 11 finais já disputadas.
Portas, de 32 anos, venceu cinco dos últimos seis encontros ATP, depois de um arranque desastroso em 2006 – onde somou cinco derrotas sempre na primeira ronda. A semana passada, em Barcelona, atingiu a terceira ronda, onde perdeu para Jarkko Nieminen. Hoje, disputará a sua primeira meia-final desde 2001, altura em que perdeu para Félix Mantilla em Palermo. Em relação a finais, o ‘rei do amortie’ venceu apenas uma das quatro disputadas – no Masters Series de Hamburgo em 2001 (bateu Juan Carlos Ferrero).
Na história do Estoril Open, Albert Portas apresenta um registo de seis vitórias contra três derrotas, sendo que a melhor participação aconteceu em 2001 – o último Estoril Open que jogou – perdendo na meia-final com o compatriota e vencedor desse ano, Juan Carlos Ferrero.
Moya leva vantagem de 4-0
A segunda meia-final de singulares masculinos do Estoril Open 2006 será discutida entre dois tenistas que se conhecem bem demais. Carlos Moya e Nikolay Davydenko defrontaram-se já em quatro ocasiões, com o espanhol sempre a vencer o tenista russo.
Sempre que se defrontaram foi nos quartos-de-final, com a última confrontação a acontecer em Monte Carlo há dois anos. Davydenko, segundo cabeça-de-série, chega às meias-finais do Jamor depois de ontem ter batido Gilles Muller, ao passo que Moya, sexto pré-designado, levou a melhor sobre o compatriota Guillermo Garcia-Lopez.
Com 24 anos, o jogador de leste soma este ano 20 vitórias e 11 derrotas e irá jogar esta tarde a sua terceira meia-final da temporada – depois dos torneios de Sydney e Roterdão. O objectivo neste sábado é garantir o apuramento para a sétima final da carreira (depois de em 2003 se ter sagrado campeão no Jamor), sendo que das seis já disputadas, Davydenko venceu cinco (a última em 2005 no torneio de St. Poelten).
Do outro lado da rede, Moya, 29 anos, tentará conquistar a sua 17 vitória em encontros na presente temporada. Até agora somou somente sete desaires. A semifinal de hoje será a terceira que disputa este ano, tendo chegado igualmente à final de Chennai (Índia), já depois de ser coroado vencedor em Buenos Aires (Argentina). Aliás, o seu registo em finais está quase equilibrado, visto que das 20 que disputou na carreira, só perdeu uma.
Campeão no Jamor em 2000, depois de praticamente ter arrumado as raquetas com uma lesão nas costas, o tenista maiorquino tentará marcar presença na discussão do título e assim ampliar o seu registo de 20 vitórias contra apenas cinco derrotas no Estádio Nacional.
Pennetta e Loit contra chinesas
Ainda antes de os homens tomarem conta da terra batida do Jamor, a competição de singulares femininos fica hoje a conhecer as suas duas finalistas. Flavia Pennetta e Emilie Loit representam o ténis europeu, ao passo que Na Li e Jie Zheng voltam a comprovar que o poder do Oriente veio para ficar.
Primeira cabeça-de-série, Flavia Pennetta inaugura o court central este sábado, para defrontar a sexta pré-designada, Jie Zheng, pela terceira vez na sua carreira. Depois de bater nos quartos-de-final Eleni Daniilidou, a italiana de 24 anos volta a ter a seu favor o facto de ser a actual número 19 do ranking WTA Tour, ao passo que a sua oponente ocupa o 48º lugar da hierarquia mundial.
Nas duas ocasiões em que se defrontaram, fizeram-no sempre em superfícies rápidas, pelo que será difícil apurar quem melhor se portará no pó-de-tijolo português.
A segunda semifinal feminina, jogar-se-á no Centralito, e colocará frente-a-frente Emilie Loit e Na Li. Sem registo de confrontos entre ambas, a francesa de 26 anos, actual número 50 do ranking WTA Tour, parte em vantagem graças ao facto de ter conquistado o título do Jamor em 2004. Já a jogadora oriental (70ª WTA) jogou a final do Estoril Open o ano passado, e já avisou durante a semana que pretende vencer o torneio para depois gastar o prize-money no seu passatempo preferido…compras!
A discussão do título de pares femininos acontece igualmente este sábado, com a dupla constituída pela argentina Gisela Dulko e a espanhola Maria Antonia Sanchez Lorenzo a defrontarem as campeãs em título chinesas Ting Li e Tian Tian Sun.
Nos pares masculinos, a final discutir-se-á amanhã, domingo, entre as duplas Lucas Arnold (Arg)/Leos Friedl (Che) e Lukas Dlouhy (Che)/Pavel Vizner (Che). Arnold e Friedl acederam directamente à final visto que Marat Safin sofreu ontem uma entorse no tornozelo esquerdo e obrigou à desistência da competição em que alinhava ao lado do compatriota Dmitry Tursunov.


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"Rei" Federer coroado no Jamor