Estoril Open NotÃcias e Eventos 2006

David Nalbandian
© Joao Lagos Sports
Pela terceira vez em 17 edições, o Estoril Open, na versão de singulares masculinos, irá contar com um bicampeão – depois dos triunfos de Carlos Costa (1992 e 1994) e Thomas Muster (1995 e 1996). Os candidatos para este ano são David Nalbandian e Nikolay Davydenko, e juntos irão protagonizar a melhor final de sempre do torneio português, em termos de ranking de cada um dos jogadores.
O primeiro tenista a garantir o seu lugar na final de amanhã foi o argentino David Nalbandian, ao vencer Albert Portas com o resultado de 7-5 e 6-1, ao cabo de 78 minutos.
Com o primeiro set a ser bastante disputado e o vento a soprar, a espaços, com alguma intensidade, o primeiro cabeça-de-série logrou quebrar o serviço ao adversário na recta final do parcial.
«Este foi o encontro mais difícil de todos pois as condições estavam muito difíceis. O vento soprou bastante e foi muitíssimo complicado», revelou o tenista natural de Córdoba, antes de recordar o equilíbrio do primeiro set: «foi muito apertado, apesar de ter jogado bem. Felizmente consegui quebrá-lo já no fim e depois o segundo set foi perfeito».
Já Albert Portas, um dos últimos tenistas com entrada directa no quadro principal do Estoril Open, fruto da sua 100ª posição no ranking técnico ATP, lembrou as oportunidades que tive no primeiro set, mas que não conseguiu concretizar, para em seguida confessar que o adversário de hoje é «um jogador muito incómodo para mim. Cobre muito bem todo o court, abre muitos ângulos e obriga-me a correr muito».
Sobre a semana propriamente dita – em que voltou a atingir uma meia-final, desde 2001 – o espanhol de 32 anos confessou «ter jogado bem nos últimos dias, mas hoje ele esteve muito melhor do que eu». De registar igualmente que também em 2001, Portas visitou o Estoril Open pela última vez, tendo perdido também na semifinal com Juan Carlos Ferrero, que viria a ganhar o torneio português.
Se a história bater certo, Nalbandian tem então todas as condições reunidas para revalidar o título conquistado aqui em 2002. Actualmente na quarta posição do ranking técnico ATP, o argentino registou já esta temporada duas meias-finais, no Open da Austrália e no Masters Series de Miami – tendo no total quatro títulos conquistados no circuito profissional, o último deles na Tennis Masters Cup de Shanghai 2005 depois de bater na final o todo-poderoso Roger Federer.
A final de amanhã, no entanto, não se avizinha nada fácil para o também amante da pesca, já que do outro lado da rede vai estar Nikolay Davydenko – que esta tarde precisou de uma hora e 49 minutos para selar o apuramento para o derradeiro encontro por 3-6, 6-2 e 6-2, frente a Carlos Moya.
O segundo cabeça-de-série conseguiu finalmente vencer o maiorquino de 29 anos, depois de quatro tentativas falhadas. E não se pode dizer que tenha sido uma tarefa fácil, já que o sexto pré-designado e actual 39º classificado do ranking técnico ATP, ainda venceu o primeiro parcial antes de ver o vento intensificar-se no court central: «penso que hoje se tratou mais de uma questão mental. Comecei bem mas depois o vento desorientou-me. É muito difícil jogar assim, pois a direcção da bola está sempre a mudar. Ele adaptou-se melhor e mereceu ganhar».
Goradas as hipóteses de Carlos Moya repetir o feito alcançado em 2000, quando renasceu para o ténis no Estoril Open, depois de uma lesão nas costas quase o obrigar a abandonar o profissionalismo, o campeão de 2003, Nikolay Davydenko será o outro candidato ao triunfo amanhã a partir das 15 horas.
Porém, o actual sexto classificado da hierarquia mundial, poderá igualmente ver as costas traírem-no. Esta manhã acordou com algumas dores, e espera amanhã não sentir o mesmo.«Sinceramente o que espero do dia de amanhã é não acordar com dores nas costas. Esta manhã estive a falar com o supervisor e expliquei-lhe como me estava a sentir. Amanhã o que mais quero é poder jogar até ao fim».
Sobre o encontro de hoje, o tenista russo de 24 anos explicou que «estava muito ansioso no início, pois queria ganhar todos os pontos. Depois acalmei-me, preocupei-me em bater o maior número de bolas no segundo e terceiro set, e penso que a chave do encontro esteve aí».
No que diz respeito a prognósticos para a final de amanhã, só mesmo Carlos Moya arriscou no final do encontro de hoje: «penso que qualquer um pode ganhar, ou não estivessem os dois no top 10 mundial. Mas creio que quem melhor se adaptar às condições e não ficar louco, ganhará».


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