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Estoril Open Notícias e Eventos 2006



Carlos Moya
© Wire Image
David Nalbandian ´esmaga´ Frederico Gil

O sonho de Frederico Gil na edição de 2006 do Estoril Open foi interrompido de forma abrupta por David Nalbandian. Num encontro que daria um lugar nas meias-finais, o argentino número quatro mundial precisou apenas de 76 minutos, para fechar o encontro com os parciais de 6-1 e 6-2.

A tarefa era inglória logo à partida e a realidade acabou por comprovar isso mesmo. De um lado o primeiro cabeça-de-série e campeão do Estoril Open em 2002. Do outro, o actual vice-campeão nacional absoluto e melhor português da actualidade no ranking técnico ATP…na 246ª posição.

Nas palavras do português de 21 anos, a chave do encontro residiu no facto de «não ter sido capaz de encontrar o meu equilíbrio no arranque do encontro e andei assim até ao segundo. Aí fui capaz de jogar o meu melhor ténis, mas o ténis dele é muito sólido do fundo do campo. Ou não fosse ele um jogador muito versátil e mentalmente muito forte».

Já o sul-americano, natural de Córdoba regozijou-se por mais um passo dado rumo à final do Estoril Open, destacando «o excelente ambiente vivido no court, com as bancadas cheias». A título de curiosidade, registe-se o novo recorde de assistência diária em toda a história do evento português, com um total de visitante a bater na marca dos 6.421 espectadores.

Para a história do torneio, fica a terceira presença de um português nos quartos-de-final, depois dos registos de Nuno Marques em 1995 e João Cunha e Silva no ano de 1992. Mesmo atingindo tamanha proeza, Gil optou por manter a mesma toada’filósofica’, revelando-se «pouco preocupado com recordes. Apenas quero evoluir e jogar o meu melhor ténis. Hoje sinto que joguei o meu melhor ténis, neste momento. Espero daqui a um tempo vir a fazer melhor».

Sendo ainda cedo para prever o ranking que Frederico Gil passará a ocupar na próxima segunda-feira, visto que decorrem diversos torneios internacionais esta semana, a única certeza até ao momento é a de que o atleta de João Cunha e Silva levou para casa um cheque 15.120 euros e um agregado de 50 pontos ATP.

Com a presença nas meias-finais, David Nalbandian irá agora defrontar o espanhol Albert Portas, que esta tarde, em pleno Centralito, carimbou o passaporte para a fase seguinte (que havia atingido em 2001), ao bater o norte-americano Justin Gimelstob por 6-4 e 6-3, ao cabo de uma hora e 22 minutos.

Moya vence e convence

A fazer companhia a Albert Portas (100º ATP) nas meias-finais estará Carlos Moya, o sexto cabeça-de-série e 39º classificado do ranking técnico ATP, que vai na sua sétima participação no Estoril Open – torneio que venceu em 2000, depois de uma complicada lesão nas costas que por pouco não o obrigava a abandonar o ténis profissional.

Esta tarde, o maiorquino de 29 anos provou que continua no circuito para o que der e vier, derrotando o compatriota Guillermo Garcia-Lopez (117º ATP) por 7-6(4) e 6-4 – ao longo de uma hora e 44 minutos –, desempatando o registo de confrontos directos com o jovem de Albacete, somando agora dois triunfos contra apenas um desaire.

Moya, que já esta temporada conquistou os títulos de Buenos Aires e atingiu a final de Chennai (Índia), pretende agora continuar a fazer bom uso do wild card que João Lagos lhe atribuiu no final da semana passada, tendo encontro marcado com Nikolay Davydenko.

O russo, cotado como segundo pré-designado este no Jamor, corre também pela revalidação de um ceptro que foi seu em 2003, e hoje garantiu a presença nas meias-finais, ao levar de vencida o luxemburguês Gilles Muller (71º ATP) por 6-4 e 6-4.

 

 


 
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