Estoril Open NotÃcias e Eventos 2006

Diogo Rocha
© João Lagos Sports
Diogo Rocha e Frederico Gil jogam amanhã, sexta-feira, a final do Troféu RTP - a competição que a João Lagos Sports está a organizar no Complexo de Ténis do Estádio Nacional, exclusiva a tenistas portugueses. Em jogo, a partir das 12 horas, estará um wild card (convite) para o quadro principal do Estoril Open, sendo certo que o finalista vencido disputará a fase de qualificação do mesmo torneio, para a qual já estão apurados Hugo Anão e Gonçalo Nicau, também por intermédio de convite.
Vencedor do Troféu RTP 2004, Diogo Rocha (1307º ATP) foi o primeiro tenista a garantir o seu lugar na final este ano, ao bater Hugo Anão (1519º ATP) pelos parciais de 6-0, 4-6 e 7-6. Num encontro que conheceu duas fases distintas, o jogador de 21 anos entrou a todo o gás, não dando qualquer hipótese de reacção a um adversário algo 'impaciente', que via todas as suas estratégias resultarem em erros: "penso que falhei um pouco no primeiro set, mas o Hugo falhou mais, e isso permitiu-me vencer facilmente o set". Anão corroborou da mesma leitura sem saber "explicar o que aconteceu, estava a falhar tudo, nada me saia bem. Talvez tenha sido um pouco falta de paciência, mas também houve mérito da parte do Diogo".
Porém, no 'segundo capítulo' do encontro a balança equilibrou-se, apesar de Diogo Rocha ter tido oportunidade para fazer o 4-2, permitindo depois a recuperação do seu opositor, fruto de "alguma desconcentração". Na 'lotaria' do terceiro e derradeiro set, o jogador orientado por Pedro Cordeiro (capitão da selecção masculina da Taça Davis) resolveu "arriscar" nos pontos decisivos, salvando quatro match-points, e selando a passagem à final na primeira oportunidade de que disps no decisivo tie-break.
No final do encontro, Hugo Anão confessava-se "um bocado frustrado", apesar de ter garantido a presença no qualifying do Estoril Open, onde jogará "mais descontraído e com menos pressão". Ainda sobre a derrota de hoje, desvendou o travo amargo de "ter quatro match-points e não conseguir converter nenhum", o que "é sempre difícil de engolir, mas tenho a certeza de ter dado tudo o que tinha. Quando assim é, encaramos a derrota mais facilmente. Há dias em que não tinha mesmo de ser e acho que foi isso que aconteceu".
Já Diogo Rocha, minimamente refeito das duas horas e 50 minutos de jogo frente a Anão, optou por apontar baterias já para a final de amanhã, onde medirá forças com o actual número um português no ranking técnico ATP, Frederico Gil: "tenho a certeza de que vai ser um encontro muito difícil, mas já que cheguei até aqui, agora quero mesmo ganhar. Sinto que estou a jogar melhor desde o primeiro encontro e este torneio tem essa vantagem de nos permitir ganhar uma maior rodagem competitiva".
Na segunda meia-final desta tarde, Frederico Gil equilibrou o registo de confrontos directos (1-1) frente a Gonçalo Nicau (688ºATP) este ano, levando a melhor sobre o seu parceiro de treinos por 6-0 e 6-2 (1h31m). Num confronto de sentido único, o actual 253º classificado da hierarquia mundial revelou uma grande coesão mental e tenística para garantir a presença na discussão do wild card para o quadro principal do Estoril Open, prometendo oferecer grande resistência no embate que amanhã discute a partir das 12 horas com Diogo Rocha.
Recorde-se que ambos os tenistas defrontaram-se já uma vez esta semana, na fase de apuramento do Grupo RTP 1, na altura com a vitória a sorrir a Frederico Gil em três sets com os parciais de 6-2, 3-6 e 6-3.


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