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Estoril Open Notícias e Eventos 2004



Marat Safin
© João Lagos Sports
'Gigantes' Safin e Ivanisevic em Portugal

Na comemoração do seu 15 aniversário o Estoril recebe dois convidados de luxo que dispensam apresentações no panorama tenístico mundial. Ambos titulares de títulos do Grand Slam, Marat Safin e Goran Ivanisevic prometem dar espectáculo nos courts de terra batida do Estádio Nacional no Jamor entre os próximos dias 12 e 18 de Abril.

Aos 24 anos, Marat Safin tem um currículo com vários destaques extra-desportivos. Já foi eleito pela People Magazine como ´Uma das 50 Pessoas Mais Intrigantes do Circuito´, foi nomeado jogador preferido do circuito profissional masculino numa sondagem no site oficial do ATP e é também um dos favoritos da imprensa e da crítica, não só devido ao seu ténis fulminante mas também pelo seu carácter espirituoso. Com 1m94 de altura e 89 kg, o colosso moscovita apresenta um palmarés que inclui 11 troféus em 19 finais (tendo jogado três finais em torneios do Grand Slam: venceu o Open dos Estados Unidos em 2000 e perdeu a decisão do Open da Austrália em 2002 e 2004). Já nadou com golfinhos no Miami Seaquarium e gosta de recordar a sua visita à mansão de Hugh Heffner, o patrão da Playboy.

Para além do recorde de raquetas partidas e da reputação de terror dos courts, tem também fama de bon-vivant acompanhado por esbeltas raparigas já designadas de ´Safinetes´ se bem que afirme que esses tempos de playboy já ficaram para trás. No termo de uma época de 2003 arruinada por uma persistente lesão no pulso, o moscovita foi acampar e pescar nas montanhas rochosas e surgiu no recente Open da Austrália mais sagaz e espiritual; foi o grande protagonista do torneio, assinando épicos triunfos em cinco sets face aos americanos Todd Martin, Andy Roddick e Andre Agassi antes de sucumbir face ao cansaço e a Roger Federer na final.

A presença de Safin no Estoril Open significará o regresso do popular russo a um país de que tem excelentes recordações em inícios de Setembro de 1997, deu um salto determinante para a sua carreira profissional ao chegar aos quartos-de-final do Azores Open (50 mil dólares) e ao conquistar em Espinho (125 mil dólares) na semana seguinte o seu primeiro título profissional de destaque.

Goran a ´triplicar´
Tal como Marat Safin, Goran Ivanisevic é daquelas personalidades que não deixa ninguém indiferente pelo seu carisma para além de também ser dotado de um robusto palmarés onde se destacam um segundo posto como melhor ranking, 22 títulos em 49 finais e sobretudo o seu sensacional êxito em Wimbledon há três anos. O sucesso no All England Club foi um dos mais emocionais acontecimentos na história da modalidade, não só pela felicidade extrema do longilíneo jogador de Split (tinha precisado de um wild card para jogar um torneio em que perdera nas finais de 1992, 1994 e 1998) como pelo facto de a final com Pat Rafter se ter realizado numa segunda-feira devido à chuva, provocando a abertura das bilheteiras aos adeptos puros e duros que emprestaram um ambiente indescritível à ocasião.

Goran faz parte do imaginário do ténis devido ao seu lendário serviço-canhão, que lhe permitiu ser o ´rei dos ases´ em seis épocas (1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2001) e apresentar um mirabolante recorde de 1606 ases em 1996. Serve mais rápido do que a própria sombra e o gosto pelo risco (no serviço e na vida) levou Guy Forget a dizer que Se o Goran fosse um piloto de automóveis, espatifar-se-ia contra um muro a 300 km/h).

Para além disso, é um espirituoso com toques de esquizofrenia benigna: ele próprio afirma que há três Goran (o Goran Bom, o Goran Mau e o Goran das Emergências), uma rábula que divertiu os tablóides britnicos em 2001. é um furioso adepto do Hajduk Split, tendo treinado com a equipa e declinado mesmo a oportunidade de jogar num encontro oficial! Já fez saber que estará em Portugal no dia 27 de Junho, para assistir ao embate do Euro 2004 entre a Croácia e a Inglaterra no Estádio da Luz e que, em caso de vitória, se vai passear por Londres vestido com as cores do seu país, mesmo correndo o risco de levar uns pontapés no rabo (sic).


 
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