Estoril Open NotÃcias e Eventos 2004

Rafael Nadal
© João Lagos Sports
João Lagos afirma que a 15 edição do Estoril Open é a mais eclética de sempre, facto confirmado pelas distintas escolas tenísticas representadas e os 13 diferentes países que figuram na lista de admissões directas, tanto no quadro masculino como na grelha feminina. Este ano, a temível armada espanhola conta com menos elementos (joga-se na mesma semana o evento de Valência), mas estará alicerçada em dois jovens valores que ainda recentemente representaram a Espanha na Taça Davis (o apelidado Baby Team que foi ganhar à difícil República Checa): Tommy Robredo e o menino-prodígio Rafael Nadal, que aos 17 anos tem já vários recordes de precocidade e é sobrinho do futebolista internacional espanhol Miguel Angel Nadal que brilhou no Barcelona de Luís Figo.
Tal como o maiorquino Nadal, também o francês Richard Gasquet (15 dias mais novo) é um fenómeno de precocidade e foi mesmo campeão mundial de juniores aos 16 anos. Integra um lote de quatro gauleses na vertente masculina, o maior contingente francês desde as invasões napoleónicas, que inclui também o emergente Gregory Carraz (derrotou Juan Carlos Ferrero na semana passada e recentemente alinhou 50 ases num encontro, recorde não homologado por ter ocorrido num evento challenger) e Antony Dupuis (vencedor do Open de Milão). Os argentinos também se apresentam em força, com Agustin Calleri, Gaston Gaudio, Mariano Zabaleta e Juan Ignacio Chela tal como os russos, com Nikolay Davydenko (detentor do título) e Mikhail Youzhny a secundarem Marat Safin.
Outra particularidade do elenco é o facto de integrar oito números um dos respectivos países: o coriáceo alemão Rainer Schuettler, número seis mundial e autor de uma excelente época transacta (finalista do Open da Austrália e semifinalista na Tennis Masters Cup); o surpreendente chileno Nicolas Massu, 13 da hierarquia e um dos jogadores que mais progrediu nos últimos tempos; o popular marroquino Younes El Aynaoui, duplo vencedor do Maia Open no nosso país; o gigante bielorusso Max ´A Besta´ Mirnyi, um dos melhores jogadores do mundo de pares que está cada vez melhor em singulares; o tenaz italiano Filippo Volandri, detentor de uma das melhores esquerdas do circuito; o imprevisível belga Xavier Malisse, ainda à procura de dar mais constncia ao seu enorme talento; e o discreto georgiano Irakli Labadze, filho de um antigo futebolista do Dinamo Tbilisi.
Campeãs no feminino
Quanto à competição feminina, que se estreou em 1998 com prémios na ordem dos 75 mil dólares e que em 1999 foi promovida ao calendário do WTA Tour, apresenta igualmente um naipe de candidatas muito diversificado e internacional.
A lista é encabeçada pela esquerdina espanhola Magui Serna, actual bicampeã do torneio e particularmente feliz em solo luso (tem mais duas presenças na final do Porto Open quando era evento do WTA Tour), e pela atacante australiana Alicia Molik, dotada de um completo jogo ofensivo que lhe permitiu atingir recentemente os oitavos-de-final do Open da Austrália.
Mas o elenco não se fica por aí: a suíça Emmanuelle Gagliardi e a austríaca Barbara Schett são duas das sex-symbols do circuito, a versátil eslovena Katarina Srebotnik já ganhou no Jamor em 1999 e a belga Els Callens regressa a um local onde registou o seu primeiro sucesso profissional em 1990, numa prova de 10 mil dólares.
A búlgara Magdalena Maleeva, ex-top 10 mundial com 10 títulos no seu palmarés e recente finalista do Open de Tóquio, efectuou a sua inscrição tarde e actualmente é a primeira na lista de reservas entrando directamente no quadro logo que se verifique a primeira desistência.


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