Estoril Open NotÃcias e Eventos 2003

Bernardo Mota
© João Lagos Sports
Desde 1999 que nenhum português passava à segunda ronda do Estoril Open - Nuno Marques havia sido o último a consegui-lo derrotando o francês Gerard Solves para depois perder frente ao norte-americano Todd Martin. Hoje, no court central, Bernardo Mota (312º ATP) voltou a colocar Portugal na segunda ronda do torneio do Jamor, ao bater o holandês Raemon Sluiter (66º ATP) em três sets - 7-6(1), 3-6 e 7-6(3) - ao cabo de duas horas e 18 minutos.
Depois do encontro ter sido interrompido ontem ao final da tarde por falta de luz natural, com o marcador a registar um set para cada um dos lados, Mota entrou em campo com a mesma concentração com que havia saído na véspera: "Posso garantir que estive sempre concentrado. Se ontem fosse para continuar o jogo teria sido igual. Sempre demonstrei um grande profissionalismo e hoje actuei super concentrado".
No entanto, e mesmo com um break a favor logo a abrir o último set, Mota ainda sentiu "a vida a andar para trás no final do set, quando ele fez o break. Pensei que o jogo ia fugir mas ainda havia a tal réstia de esperança. Fez-me lembrar um pouco a história do wild card. Quando pensava que já não ia receber o convite, e vejo o sorteio a ser adiado, eis que ele aparece. No jogo de hoje foi mais ou menos assim. A esperança esteve sempre lá".
Na sua carreira, Bernardo Mota já havia passado a primeira ronda do Estoril Open em 1996, batendo o romeno Adrian Voinea para depois perder para o espanhol Carlos Costa. "É muito saboroso voltar a passar uma ronda aqui no Estoril Open. Já não jogava o torneio há alguns anos (desde 2000)", lembrou Mota na conferência de imprensa.
Para o embate de acesso aos quartos-de-final, o tenista português
irá defrontar amanhã o espanhol Feliciano Lopez,
um encontro que se adivinha complicado visto "que já
treinei com ele algumas vezes e posso dizer-vos que a bola
dele é pesadérrimo".


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