Estoril Open NotÃcias e Eventos 2003

Jarkko Nieminen
© Getty Images
A hecatombe nos cabeças-de-série marcou o arranque deste terceiro dia do Estoril Open. Jarkko Nieminen (8º cs) e Sjeng Schalken (3º cs) foram hoje derrotados em apenas dois sets, despedindo-se assim do quadro principal de singulares. Já Fernando Gonzalez, quarto pré-designado teve sorte diferente ao bater o argentino Jose Acasuso em dois sets (6-1 e 6-3).
O finlandês Jarkko Nieminen - número 32 do ranking técnico ATP - saiu derrotado do embate com o argentino Agustin Calleri (37º ATP). Curiosamente este encontro colocou frente-a-frente dois responsáveis pela eliminação de tenistas portugueses na primeira ronda, com o tenista sul-americano a levar a melhor sobre o nórdico com o resultado de 6-3 e 6-4, ao cabo de uma hora e 10 minutos.
Depois de na véspera ter derrotado o luso Hélder Lopes em três sets, Nieminen, que em 2001 foi vencedor do Maia Open, despediu-se assim do Estoril Open, prova em que havia atingido a final o ano passado.
"Ele jogou bem nos pontos realmente importantes e eu não aproveitei as chances que tive. Ainda assim sinto-me cada vez melhor, apesar de este ser apenas o meu terceiro dia na terra batida. Acho que não fiz um jogo mau", explicou Nieminen no final do encontro.
Para Agustin Calleri, este triunfo veio comprovar a sua ideia de que "este ano estou a jogar melhor. Depois de vencer em Acapulco, acho que posso fazer melhor este ano, e aqui no Estoril Open espero ir o mais longe possível".
Sobre o encontro, o 'carrasco' de Diogo Rocha na ronda inaugural, revelou a fórmula que lhe garantiu o acesso aos quartos-de-final: "Conheço bem o estilo de jogo dele, e sabia que ele vinha cansado da Taça Davis onde jogou três encontros. Isso jogou a meu favor hoje".
Schalken: "Pior do que hoje é impossível!"
O holandês Sjeng Schalken (3º cs) ficou hoje aquém do resultado alcançado no Estoril Open em 2002, onde atingiu os quartos-de-final, perdendo na altura para o futuro campeão, o argentino David Nalbandian.
Esta manhã no court 1 do Jamor, o número um dos Países Baixos (14º ATP) despediu-se do quadro principal de singulares ao perder com o russo Nikolay Davydenko em apenas dois sets - com os parciais de 6-3 e 6-2 - em uma hora e 12 minutos.
A derrota de Schalken, nas palavras do próprio ficou a dever-se ao facto de "ele ter jogado muito bem ao passo que eu fiz um terrível primeiro encontro de terra batida. É muito difícil para mim fazer a transição de pisos duros para a terra, e isso viu-se hoje. Falhei muitas bolas fáceis, o que geralmente não acontece". No entanto, e apesar da derrota o holandês que ganhou já sete títulos ATP garantiu que vai "continuar a treinar arduamente como tenho feito até aqui. Além disso vou tentar ir o mais longe possível nos pares. Tenho a certeza que vou jogar melhor. Pior que hoje é impossíve!"
Para Davydenko, a maneira "como eu joguei é o mais importante. Se o meu jogo corre bem é isso que me interessa. Para mim não há jogadores favoritos. Tanto posso vencer o Schalken, como a seguir perder com um top 200".
Na segunda ronda, Nikolay Davydenko irá defrontar
o alemão Alexander Waske, ao passo que Agustin Calleri
terá pela frente o quarto cabeça-de-série,
o chileno Fernando Gonzalez - que já hoje bateu o argentino
Jose Acasuso na discussão pelos quartos-de-final, com
o resultado de 6-1 e 6-3.


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