Estoril Open NotÃcias e Eventos 2003

Feliciano Lopez
© João Lagos Sports
O sonho de Bernardo Mota no 14º Estoril Open terminou hoje às mãos de Feliciano Lopez no encontro onde estava a ser discutido o acesso aos quartos-de-final do mais importante torneio de ténis realizado anualmente em Portugal. Depois de na véspera ter voltado a vencer um encontro ATP - algo que não acontecia desde Casablanca em 1997 - Mota ficou pelo caminho ao carimbar um resultado desfavorável de 6-3 e 6-4, ao cabo de uma hora e três minutos.
Com a chuva a interromper o encontro logo no seu início - já Mota tinha concretizado um break - os dois tenistas voltaram ao court central para reatar o confronto. Infelizmente e mesmo "jogando nos limites" o campeão nacional foi incapaz de repetir a quebra de serviço: "Tenho consciência de que dei o máximo, mas defrontei um jogador com uma grande cilindrada. Ele jogou muito bem, e acho que para além disso não há nada a dizer".
Mas prolongando um pouco a conversa com Bernardo Mota, logo surgiram outras razões que dificultaram, no entender do português, o seu desempenho de hoje. "Primeiro foi o serviço dele que quando entra bem é muito complicado de responder. Depois tem uma bola pesadíssima, sendo que do fundo do court é com certeza dos jogadores mais fortes do circuito", explicou Mota, concluindo com uma referência ao vento que "foi muito inconstante. Para além dos efeitos normais que a bola leva, temos ainda o vento que muda a sua trajectória criando ainda mais dificuldades".
Do lado de Feliciano Lopez, que agora vai defrontar o bielorusso Max Mirnyi nos quartos-de-final, a esperança em vencer no torneio é grande "desde que continue a jogar bem. No entanto, prefiro continuar a pensar jogo-a-jogo. O Max Mirnyi jogou muito bem aqui o ano passado e este ano está a consegui-lo outra vez. O seu serviço é muito forte, eu também estou a servir bem, daí que a chave do jogo vá estar na resposta ao serviço".
Davydenko soma e segue
Apesar da lesão que o impediu de dar o melhor seguimento ao seu primeiro título ATP, conquistado em Adelaide no passado mês de Janeiro, Nikolay Davydenko continua a sua caminhada triunfal na 14ª edição do Estoril Open.
Hoje o alvo abatido foi o alemão Alexander Waske (121º ATP), e dois sets com os parciais de 6-3 e 7-6(3), foram o suficiente para o 61º classificado do ranking técnico ATP selar o apuramento para os quartos-de-final na prova do Jamor - onde o seu melhor resultado até hoje tinha sido a derrota na primeira ronda de 2001 frente ao checo Karol Kucera.
Quanto ao encontro de hoje, o tenista russo referiu as enormes
dificuldades que Waske lhe impôs "jogando como
um típico jogador argentino ou espanhol no fundo do
court. Foi difícil, mas consegui ganhar e isso para
mim é o mais importante".
Curioso, é que foi precisamente na Argentina que Nikolay
Davydenko passou o último fim-de-semana, a jogar a
Taça Davis onde a selecção do seu país
foi derrotada por 5-0, tendo Davydenko perdido os dois encontros
em que participou.
Yevgeny Kafelnikov é o senhor que se segue no caminho
de Davydenko, tendo o público do Estoril Open a oportunidade
de assistir a um encontro de gerações do ténis
russo.


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