Organizador do Evento
 
Patrocinadores
 
Evento Oficial
 


Estoril Open Notícias e Eventos 2003



Agustin Calleri
© João Lagos Sports
Finais do Estoril Open esperam por uma 'borla' de São Pedro
13 Abril, 2003

Se a chuva assim o permitir têm lugar hoje as finais de singulares masculinos e femininos da 14ª edição do Estoril Open. Assim, a partir das 12 horas, caso haja condições mínimas de jogabilidade, Magui Serna e Julia Schruff são as primeiras tenistas a pisar o court central do Jamor para disputar o título de campeã da sexta edição da vertente feminina - depois do seu advento em 1998 (ainda como prova Challenger) para um mais tarde integrar o circuito WTA.

À partida a tenista de Las Palmas parte claramente favorita, não só por estar a disputar a sua quinta final em eventos do circuito profissional feminino, como ainda tem a seu favor o facto de ser a campeã em título do Estoril Ope, querendo para isso defender a todo o custo o seu troféu Vista Alegre.

Actualmente na 42ª posição do ranking WTA, a segunda cabeça-de-série do torneio defrontará pela primeira vez Julia Schruff - a surpreendente alemã de 20 anos que veio do qualifying e já deixou pelo caminho nomes Katarina Srebotnik (1ª cs e 37ª WTA), Ludmila Cervanova e Emmanuelle Gagliardi. Ainda sem acreditar naquilo que está a viver, a número 238 do mundo prepara-se para disputar a sua primeira final em eventos WTA, depois de ter participado já em três torneios, sempre com um wild card.

Assim sendo, no caso da vitória de Magui Serna o Estoril Open passa a ter uma bicampeã na sua história - subindo a Espanha para três titulares do mais importante torneio de ténis realizado anualmente em Portugal. Se por acaso, for essa a sorte de Julia Schruff, então a Alemanha voltará a erguer a taça no Jamor, algo que não acontece desde 2000, ano em que Anke Huber se sagrou campeã do Estoril Open.

A certeza de um novo campeão

Na competição, ainda mesmo de se jogar a final, há para já uma certeza: a de que o Estoril Open masculino terá um novo campeão na sua história. Agustin Calleri e Nikolay Davydenko serão os protagonistas do derradeiro embate esta tarde no court central do Estádio Nacional.

Pela quarta vez no palmarés da mais importante prova de ténis internacional realizada anualmente em Portugal, a discussão do título não contará com a presença de um tenista espanhol - sendo o país vizinho quem conta com o maior número de campeões (9). Por outro lado, David Nalbandian (campeão em 2002) arrisca-se a ser sucedido por um seu compatriota, ao passo que o ténis de leste pode voltar a ser coroado no Jamor, depois do triunfo de Andrei Medvedev em 1993.

Sobre a final propriamente dita paira a incógnita. Agustin Calleri (37º ATP) e Nikolay Davydenko (61º ATP) nunca se defrontaram no circuito profissional. Como se isso não bastasse ambos conquistaram este ano o seu primeiro título ATP, sendo dois dos tenistas mais regulares da actual temporada: o argentino venceu na terra batida de Acapulco em Fevereiro, ao passo que o russo de 21 anos triunfou no piso duro de Adelaide no primeiro mês do ano.

A única diferença verificar-se porventura, no caminho que cada um teve de percorrer até chegar a esta final. Se de um lado Calleri bateu jogadores especialistas no pó-de-tijolo como Nieminen, Gonzalez e Robredo (excepção feita ao português Diogo Rocha), o mesmo não se poderá dizer de Davydenko: que para jogar a sua segunda final ATP deixou para trás Schalken, Waske, Kafelnikov e Mirnyi - jogadores mais virados para outras superfícies.

Conclusão: a rodagem na terra batida do Jamor por parte do argentino de 26 anos é bem maior que a do tenista russo, apesar de este vir de um fim-de-semana de Taça Davis, onde a Rússia foi eliminada por 5-0, precisamente pela Argentina.

 
Inscreva-se e receba a Newsletter Oficial
Registe-se e receba as notícias e informações do Estoril Open.