Estoril Open NotÃcias e Eventos 2003

Agustin Calleri
© João Lagos Sports
Apesar da chuva intensa que se abateu de manhã sobre todo o Complexo de Ténis do Estádio Nacional, Nikolay Davydenko e Agustin Calleri garantiram hoje o seu lugar na final de amanhã do quadro principal de singulares masculinos da 14ª edição do Estoril Open. O tenista russo foi o primeiro a consegui-lo ao bater em três sets - 6-4, 3-6 e 6-3 - o bielorusso Max Mirnyi, ao passo que o sul-americano derrotou o espanhol Tommy Robredo em dois sets, com os parciais de 6-4 e 6-2.
Depois do primeiro título ATP conquistado no passado mês de Janeiro em Adelaide (Austrália), Nikolay Davydenko - actualmente na 61ª posição do ranking técnico - está no bom caminho para repetir a dose, podendo assim "pensar em atingir o top 50".
Sobre o encontro de hoje frente ao sétimo cabeça-de-série do Estoril Open (o último a 'cair' na edição deste ano), e que teve a duração de uma hora e 49 minutos, o russo residente na Alemanha lembrou as dificuldades que teve devido "ao vento incrível que hoje se fez sentir. Felizmente, isso influenciou mais o jogo dele do que o meu, e a táctica do serviço/vólei não funcionou tão bem".
A final de amanhã será portanto a segunda deste ano, e o russo tentará manter o saldo cem por cento no que diz respeito a discussão de troféus de campeão: "Estou muito contente por ir disputar a minha primeira final em terra batida. No entanto, tenho plena consciência de que hoje tive de correr pouco pois os pontos resumiam-se a três/quatro trocas de bolas. Amanhã vou ter de correr muito mais, já que me esperam 20 a 30 trocas de bola".
Na verdade, se olharmos para o nome do adversário, bem como para a sua nacionalidade, nada mais certo poderá surgir. Agustin Calleri (37º ATP), sendo um típico jogador argentino especialista em terra batida, será com certeza um adversário complicado, como hoje ficou provado frente ao espanhol Tommy Robredo.
Ambos tinham-se defrontado já uma vez - com a vitória a sorrir a Robredo em Bastad (2001) - mas o equilíbrio voltou a repor-se depois de um embate em que o tenista das Pampas assegurou, à semelhança de Davydenko, a possibilidade de conquistar o seu segundo título do ano, e também da carreira (depois do triunfo em Fevereiro na cidade de Acapulco).
Sobre a meia-final de hoje, Calleri confessou ter sido "muito difícil pois as condições estavam muito más. Não foi nada fácil. Tacticamente joguei muito bem e isso foi a chave do meu sucesso". Relembrando o título conquistado já este ano no México, Agustin pensa "ter ganho mais experiência para ultrapassar certas situações de pressão dentro do court" algo que com certeza vai viver quando regressar ao court central do Estádio Nacional a partir das 15 horas e 30 minutos.
Relativamente a Davydenko, o argentino que por quatro vezes
representou a selecção do seu país na
Taça Davis confessa não conhecer muito dele,
mas o "meu treinador conhece, pois quando treinava o
Juan Ignacio Chela eles jogaram muitas vezes e ele sabe o
que eu tenho de fazer. Provavelmente esta noite e amanhã
de manhã vamos estudar a melhor táctica para
esta final".


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