Estoril Open NotÃcias e Eventos 2003

Julia Schruff
© João Lagos Sports
Num dia de muita chuva e vento nada mais agradável do que passar pouco tempo no court. Melhor era impossível, terá pensado a segunda cabeça-de-série Magui Serna quando olhou para o relógio e tinham passado apenas 46 minutos sobre a sua vitória frente à terceira pré-designada, Virginie Razzano, por 6-0 e 6-1.
De facto, à tenista francesa de 19 anos faltou-lhe o 'sexto sentido' - filme predilecto da campeã júnior de Roland Garros 2000 - para conseguir manter o nível exibido ao longo da semana que a poderia levar à final do Estoril Open. Talvez devido ao vento, o que é certo é que a actual 56ª classificada do ranking WTA esteve irreconhecível, conseguindo apenas um total de 28 pontos ganhos, contra os 57 da tenista de Las Palmas.
Do outro lado da rede, Magui Serna (42ª WTA) limitou-se a fazer o seu jogo normal, apoiada num serviço forte e colocada, bem como na esquerda cortada, aproveitando da melhor maneira os erros da sua adversária para garantir o apuramento para a sua segunda final consecutiva do Estoril Open - da qual é a campeã em título. "É sempre bom ganhar um título e no ano seguinte defendê-lo", começou por explicar Serna, para depois se debruçar sobre o encontro de hoje: "Esperava que fosse mais complicado. Foi tudo muito rápido, acho que ela estava muito nervosa e mentalmente parecia muito longe do encontro".
A curiosidade nesta primeira meia-final do quadro principal de singulares femininos prende-se com um aspecto negativo. Existente desde 1998 (mas só em 1999 entrou no circuito WTA), as meias-finais da vertente de senhoras nunca conheceram um resultado tão baixo: 6-2 e 6-1 havia sido o mais baixo no ano de estreia, quando a austríaca Barbara Schwartz bateu a espanhola Conchita Martinez Granados a caminho do título.
Debutante alemã na final do Estoril Open
Na senda de alguns nomes que fizeram história - como foram os casos de Steffi Graf e, num nível diferente, Anke Huber (campeã do Estoril Open 2000) - o ténis alemão pode bem ter descoberto o seu futuro nesta edição do torneio português.
Pela primeira vez na sua carreira, que conta apenas com quatro participações em torneios WTA (três delas por intermédio de wild card), Julia Schruff está na final de um evento de 140 mil dólares do circuito mundial feminino - proeza conseguida hoje ao derrotar a suíça Emmanuelle Gagliardi por 6-3 e 6-4, ao cabo de uma hora e 20 minutos.
Modestamente classificada na 238ª posição da hierarquia mundial, a germânica de 20 anos revelou-se no final do encontro "muito cansada, depois do sétimo encontro que aqui faço, e não acredito que estou na final. É como se fosse um sonho. Quando acabar o torneio vou ter de reflectir durante uns dias sobre tudo isto que me aconteceu".
Assumindo-se como uma lutadora, Schruff está consciente de que a final vai ser muito difícil: "Sei como a Magui Serna joga, tem um bom serviço, uma boa esquerda cortada e também muito top spin".
Já a espanhola, apesar de ter a experiência do seu lado, prefere opta por um discurso mais seguro, afirmando que "não me sinto vencedora, mas à priori sou a favorita. Mas ela está a jogar muito bem, e já derrotou a primeira cabeça-de-série".
O encontro de atribuição do título de
campeã do Estoril Open de 2003 terá lugar amanhã
no court central do Estádio Nacional, a partir das
12 horas.


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