Estoril Open NotÃcias e Eventos 2003

Frederico Gil
© João Lagos Sports
A um dia do arranque oficial do quadro principal da 14ª edição do Estoril Open, a fase de qualificação perdeu ontem todos os representantes nacionais. Depois de terem sido convidados pelo director do torneio, João Lagos, os jogadores nacionais foram incapazes de se superar a si mesmos, demonstrando ainda um fraco poderio em relação aos melhores jogadores do mundo.
Começando nas senhoras, a primeira tenista a entrar em cena até foi a romena Adriana Mingireanu. Mesmo não sendo portuguesa - mas é quase como se fosse - Adriana deu uma pálida imagem do valor que demonstrou ao longo da temporada passada quando foi 'dona e senhora' do circuito TMN. Porém, no Estoril Open a diferença de nível é muito grande e isso ficou provado com a espanhola Arancha Barna (159ª WTA), que despachou a jogadora de leste com um duplo 6-0.
Seguindo a ligeira progressão dos resultados, a jovem
Magali De Lattre (15 anos) foi a segunda tenista da 'casa'
a pisar o court número 10 - mas por pouco tempo se
manteve em campo, facilitando assim a vida à eslovaca
Martina Sucha (112ª WTA). A actual número 18 da
Europa no ranking ETA (European Tennis Assocation) de sub
16, não escondeu um certo nervosismo, natural de quem
se estreia num torneio desta envergadura, perdendo por 6-1
e 6-0. O mesmo caminho seguiu Ana Catarina Nogueira, derrotada
pela checa Sandra Kleinova (138ª WTA) com um duplo 6-2.
A última resistente acabou por ser Neuza Silva. Frente
à ucraniana Elena Tatarkova (165ª WTA), a atleta
setubalense ainda conseguiu alinhar três jogos a seu
favor antes de perder por 6-3 e 6-0.
Homens sem leme
No qualifying masculino - que viu o cut-off fixado na 474ª posição do ranking técnico, com o alemão Marc-Kevin Goelllner - as esperanças lusas ficaram igualmente reduzidas a pó, mas também aqui, a sorte nada quis com os portugueses.
Só para se ter uma ideia, Pedro Leão teve no
seu caminho um tal de Galo Blanco - espanhol número
127 do mundo, responsável pela eliminação
de Pete Sampras em Roland Garros. Nas palavras do seu treinador
Pedro Cordeiro "a grande diferença de níveis
e o facto de se tratar de um jogador num patamar bastante
superior" ditou a derrota por duplo 6-1.
Com um adversário 'relativamente' mais acessível,
Rui Machado esteve a dois pontos de vencer um set frente ao
checo Pavel Snobel (252º ATP), mas acabou por sucumbir
com os parciais de 7-6(9) e 6-3. Peter Rodrigues seguiu-lhe
as pisadas, perdendo com o checo Jan Hajek (186º ATP)
por 6-0, 7-6(1).
Quanto a Frederico Gil - número 17 do ranking mundial de juniores - ainda obrigou o alemão David Prinosil a 'puxar dos galões' no primeiro set, para depois selar o encontro ao fim de dois sets (7-5 e 6-0). No final, e apesar do desaire, ficou a experiência vivida: "foi muito positivo, e tudo assentou numa questão de mentalidade. Ele a determinada altura começou a jogar melhor, e a experiência aqui conta muito".


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