Estoril Open NotÃcias e Eventos 2002

Carlos Moya
© João Lagos Sports
A poderosa "armada espanhola" no Estoril Open foi ontem derrotada pelo vento e só Carlos Moya (vencedor de 2000) logrou chegar aos quartos-de-final da maior prova portuguesa, ao vencer o seu embate com o italiano Frederico Luzzi, por 6-2 e 7-6 (3). Efectivamente, "nuestros hermanos", especialistas em terra batida, foram abalados pelo ventania - e seus adversários --, com a jovem promessa Albert Montanes a cair perante Max Mirnyi, a "Besta", enquanto Gallo Blanco viu o finlandês Jakko Nieminen fazer-lhe a vida negra. Em prova continua também o segundo cabeça-de-série, o russo Marat Safin, que após o terceiro "set" prosseguiu para os quartos-de-final com um triunfo sobre o romeno Adrian Voinea, por 6-3, 5-7 e 6-2, com ambos a mostrarem-se irritados com o vento. "Somos profissionais e temos de jogar, mas não havia condições, por isso foi um jogo fraco e um mau espectáculo para o público que estava na bancada", defendeu Safin, acrescentando: "Tenho os olhos cheios de pó, o ATP tem de tomar uma atitude". Voinea saiu derrotado, mas afinou pelo mesmo diapasão: "Até tenho pó de tijolo nas cuecas. Não sei como poderá ser feita uma regra para o vento, mas a verdade é que é necessária". Num embate marcado pelo equilíbrio e com um ténis medíocre - aliás o vento fez reinar a mediocridade dentro dos "courts" - Carlos Moya teve de se aplicar a fundo para garantir o triunfo e passagem aos quartos-de-final. Após uma vitória fácil no primeiro "set", o espanhol conheceu bastantes dificuldades no segundo, tendo a partida sido decidida no "tie-break". "é efectivamente uma situação estranha esta de eu ser o único espanhol nos quartos-de-final, sobretudo aqui no Estoril Open que é em terra batida", começou por referir bastante admirado Moya, considerando: "Isto só mostra que os outros países também apostam neste tipo de piso". Contudo, para Moya este não é um motivo de preocupação, pois existem muitos novos valores em Espanha. "A nossa cantera é muito forte e temos o futuro garantido". Quanto ao embate, disputado entre pó e as rajadas de vento, o espanhol defendeu: "As condições climatéricas eram muito complicadas. O vento surgia de todos os lados e dava a volta. Foi um espectáculo mau, mas fizemos o melhor possível". Apesar do tempo, Moya considerou que o supervisor do ATP esteve bem ao não interromper o jogo. "Fez bem em não suspender, caso contrário teríamos de voltar amanhã (hoje) para jogar e isso é sempre desgastante". O espanhol terá agora um difícil embate com o bielorrusso Max Mirnyi, também conhecido como a "Besta", que ontem devorou a revelação do ano passado Albert Montanes em três "sets", pelos parciais de 4-6, 6-0, 6-1. Quanto ao finlandês Nieminen, está a candidatar-se ao estatuto de revelação da prova. Ontem a vítima foi um dos elementos da "armada espanhola", Gallo Blanco, por 6-1 e 6-1.


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