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Estoril Open News and Events


Maria Kirilenko
Maria Kirilenko
© JLS
Kirilenko assina dobradinha a sorrir

Maria Kirilenko tornou-se este domingo na nona campeã do palmarés do Estoril Open ao triunfar na final do torneio português sobre Iveta Benesova com os parciais de 6-4 e 6-2, ao cabo de uma hora e 24 minutos.

Aguardada com muita expectativa, a discussão do título de singulares femininos da prova do circuito WTA Tour que este ano distribui um prémio monetário na casa dos 100 mil euros, ficou marcada pelo constante equilíbrio.

Cotada como a segunda cabeça-de-série do Estoril Open, Maria Kirilenko fez valer o seu estatuto frente a Iveta Benesova. No entanto, a tenista moscovita de 21 anos não se livrou de alguns calafrios. Ainda no primeiro parcial, e decorrente de uma situação ocorrida na meia-final da véspera jogada face Klara Zakopalova, a actual 32ª classificada do ranking mundial WTA Tour foi obrigada a solicitar assistência médica no Court Central por forma a controlar uma lesão na coxa direita.

Ainda assim, a marcha do marcador acabou sempre por ser favorável a Kirilenko que aproveitou da melhor maneira uma paragem forçada pela chuva – num momento crucial para Benesova, quando a checa perdia por 4-5 no seu serviço e com break a favor da russa –, regressando cerca de meia hora mais tarde ao cenário principal do Jamor, para fechar o primeiro parcial logo no primeiro ponto, então com um definitivo 6-4 ao fim de 51 minutos.

O segundo parcial foi ainda mais tranquilo, com Iveta Benesova a revelar alguma intranquilidade, principalmente quando obrigada a jogar a sua direita, facto prontamente aproveitado por Maria Kirilenko que ao fim de uma hora e 24 minutos selou então a vitória final no Estoril Open com os parciais de 6-4 e 6-2.

Com duas paragens então registadas no primeiro parcial, Iveta Benesova encontrou nessas duas situações a chave do encontro: “numa altura em que já estávamos bem quentes, foi quando começou a chover e tivemos de parar. Depois quando voltámos, não consegui entrar novamente no encontro e nada mais havia a fazer. Parece que tenho azar nas finais que aqui jogo, pois já em 2004 quando perdi para a Emilie Loit o tempo estava tal e qual como o de hoje. Paciência, não há nada a fazer, a não ser voltar para o ano e tentar fazer melhor”.

No final do encontro, visivelmente emocionada, Maria Kirilenko agradeceu ao treinador Eric Van Harper, com quem conquistou agora o segundo título profissional, prometendo voltar no próximo ano para repetir de 2008.

“Queria agradecer à minha equipa, principalmente ao meu treinador e a minha família. Adoro-vos a todos. Depois gostava de dizer obrigado ao Banco Espírito Santo, Sony Ericsson e demais patrocinadores por tornarem possível este torneio que me diz tanto e que espero poder voltar a jogar nos próximos anos”, revelou uma emocionada campeã.

FINALMENTE MARIA!

Depois de duas presenças bem discretas no Estoril Open – com derrotas nas primeiras rondas de 2003 (a sua estreia em quadros principais de torneios WTA Tour) e 2007 – Maria Kirilenko não fez a coisa por menos e, além do título de singulares, carimbou o seu nome no palmarés de pares, conquistando o troféu ao lado da amiga Flavia Pennetta, na primeira ocasião em que ambas arriscaram uma parceria no circuito mundial feminino.

Em termos de carreira, Maria Kirilenko somou então cerca de 15 mil euros, mas com os 115 pontos reservados à vencedora do Estoril Open poderá aproximar-se do top 25 mundial. Quanto a títulos, passou a somar três no total, depois dos sucessos em Kolkata (2007) e Beijing (2005), com o do Jamor a ter uma “mãozinha” portuguesa, ou não tivesse José Ricardo Nunes sido um dos parceiros de treino da moscovita ao longo da semana do Estoril Open.

Para a história do Estoril Open fica então o registo de uma nova campeã no maior de ténis realizado anualmente em Portugal – a nona desde que em 1998 se disputou a primeira edição –, a primeira de nacionalidade russa. A dobradinha de Maria Kirilenko, para além de ter sido a primeira nos registos da prova portuguesa, foi também a estreia da russa nesta situação.

PRÉMIO PARA JOÃO LAGOS

No decorrer da cerimónia de entrega de prémios, que contou com a participação especial de Magnus Ahlquist – o director geral da Sony Ericsson para Portugal e Espanha que agraciou as finalistas com um telemóvel de última geração –, João Lagos viu a supervisora do WTA Tour, Giulia Orlandi, entregar-lhe um troféu comemorativo pelo décimo aniversário da variante feminina do Estoril Open.

Larry Scott, o presidente do Sony Ericsson WTA Tour, não esteve no Jamor, mas enviou uma mensagem na qual destacou “o excelente trabalho efectuado pela João Lagos Sports na promoção e realização de um torneio que é já uma referência no circuito mundial”.

De referir ainda que na cerimónia oficial de entrega dos troféus Vista Alegre, Iveta Benesova recebeu o prémio das mãos de João Lagos, ao passo que a campeã Maria Kirilenko viu Maria do Carmo Arnoso (administradora da JLS) entregar-lhe o ceptro principal do Estoril Open.

Carlos Ramos, árbitro português que dirigiu a final recebeu igualmente uma lembrança pela sua actuação e serviu ainda de fotógrafo oficial de Maria Kirilenko que pediu ao juíz português para registar o momento da consagração com a sua própria máquina fotográfica.

Quadros completos do WTA Tour

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