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Estoril Open News and Events


Nikolay Davydenko
Nikolay Davydenko
© JLS
Final de luxo com Federer e Davydenko

Roger Federer garantiu ao início da tarde de sábado o apuramento para a final do Estoril Open, ao assinar uma exibição de grande nível frente a Denis Gremelmayr, selada em três parciais de 2-6, 7-5 e 6-1, num encontro que teve a duração de uma hora e 32 minutos. O último encontro do dia, colocou frente-a-frente Nikolay Davydenko e Florent Serra, com o tenista russo a vencer por 6-2 e 6-2, em uma hora e 11 minutos.

Pela quarta vez na 19ª edição do Estoril Open Roger Federer terminou o encontro a servir, mas desta feita com uma pequena diferença: não o fez com um ás, apesar de na meia-final ter registado um total de 10 serviços “perfeitos”. E na realidade, acabou por ser o saque a principal arma do número um mundial para levar de vencida um expedito Denis Gremelmayr.

Actualmente na 104ª posição do ranking ATP, Gremelmayr jamais tinha atingido as meias-finais de um torneio ATP. Ainda assim, o esquerdino germânico não se atemorizou por estar frente-a-frente com o titular de 12 troféus do Grand Slam e logrou mesmo arrancar o primeiro set a Federer por 2-6. Embalado pelo sucesso inicial, aguentou a contenda até ao 5-5, altura em que o helvético carregou no acelerador para não mais “levantar o pé”.

Entre o segundo e terceiro parcial, e já com as bancadas completamente rendidas à sua elegância, Roger Federer venceu oito jogos de serviço consecutivos, só permitindo ao seu oponente “respirar” para reduzir até ao 1-5, antes de colocar um ponto final na contenda com o resultado final de 2-6, 7-5 e 6-1.

Assegurada a presença na final, Roger Federer reconheceu “ter sido um encontro muito duro”, confessando-se “surpreendido por alguns winners” assinados pelo alemão. “Fui obrigado a lutar bastante, especialmente contra as condições de jogo. É muito difícil jogar com vento, especialmente quando sopra de quase todos os lados, mas fiquei muito contente por ter terminado tão bem”.

Sobre a participação no Estoril Open, Federer voltou a garantir que está “cada vez mais confortável, na movimentação, no deslizar e em todas as vertentes do jogo. Aliás, foi precisamente por isso que adicionei mais um torneio na minha agenda e em especial este aqui em Portugal. Mas acima de tudo o importante é que estou na minha primeira final este ano e estou muito contente por isso”.

Relativamente ao facto de ter defrontado um esquerdino, tal e qual como o seu grande adversário na terra batida, Rafael Nadal, o primeiro cabeça-de-série do Estoril Open destacou “a importância de ter um adversário assim, pois não é todos os dias que se encontra um canhoto e é importante para treinar os efeitos que esse género de jogadores aplica na bola”. Algo que com certeza irá continuar a aperfeiçoar nas próximas semanas até chegar a Roland Garros, sendo certo que na próxima semana em Monte Carlo, continuará a ser acompanhado pelo espanhol Jose Higueras.

Em jeito de curiosidade, e para juntar aos tais 10 ases assinados por Federer, registe-se o ascendente protagonizado pelo suíço no campo dos primeiros serviços em cada um dos sets disputados: 58 por cento, 71 e 81 para finalizar. No que respeita a pontos ganhos, Roger Federer totalizou 86 ao passo que Gremelmayr se ficou por uns “modestos” 68.

DAVYDENKO EM CONTENÇÃO

Uma vez conhecido o primeiro finalista, foi a vez de Nikolay Davydenko e Florent Serra tomarem conta do Court Central do Estoril Open. O russo segundo cabeça-de-série, depois de anunciar na véspera que começava a sentir sinais de cansaço, actuou claramente em gestão de esforço precisando apenas de um duplo 6-2, concluído ao cabo de uma hora e 11 minutos.

Embora o francês, actual 101º classificado do ranking ATP e responsável pela eliminação de Rui Machado nos oitavos-de-final, tenha alcançado uma melhor percentagem de primeiros serviços (80 face aos magros 58 do russo), acabou por ser Davydenko o jogador mais consistente em court. Imagem de marca do seu jogo, o tenista oriundo da Ucrânia não ofereceu qualquer troca de bola ao adversário, terminando a contenda com 74 por cento dos pontos ganhos no primeiro serviço (contra apenas 46 do francês) e 52 no segundo saque (para 44 do oponente).

Campeão do Masters Series de Miami (Key Biscaine) há cerca de duas semanas, onde bateu na final Rafael Nadal, e titular indiscutível na Taça Davis, tendo actuado no último fim-de-semana em Moscovo frente à República Checa, Nikolay Davydenko tentará amanhã conquistar o segundo troféu Vista Alegre no Jamor, depois do sucesso alcançado em 2003, então derrotando na final o argentino Agustin Calleri. Três anos mais tarde foi novamente finalista mas acabou derrotado face a outro sul-americano, de seu nome David Nalbandian.

ENCONTRO DE VELHOS CONHECIDOS

Pela segunda vez no historial de edições do Estoril Open, a final de singulares masculinos será disputada pelos dois primeiros cabeças-de-série da prova – depois de em 2006 David Nalbandian (1º cs) e Nikolay Davydenko (2º cs) terem discutido o título com a vitória a sorrir ao argentino.

Pois bem, amanhã, Nikolay Davydenko vai repetir esse feito histórico, mas em teoria numa tarefa bem mais hercúlea, ou não fosse o seu opositor Roger Federer, a quem nunca ganhou nos 11 encontros que ambos já disputaram no circuito ATP.

Desse enorme lote de confrontos, registe-se que o confronto de amanhã será a primeira final disputada entre os dois, e ainda o facto de só por duas vezes se terem defrontado na terra batida.

Dados teóricos que dão “vantagem” a Roger Federer, mas que somente ficarão comprovados amanhã a partir das 15h30 no Court Central do Complexo de Ténis do Estádio Nacional.

CHEQUE PARA A FUNDAÇÃO ROGER FEDERER

No final do encontro, para além da primeira presença garantida na final do Estoril Open, Roger Federer foi ainda presenteado pelo director do torneio, João Lagos, com um cheque de 50 mil euros, dirigido à fundação do tenista que se dedica ao auxílio de crianças desfavorecidas na África do Sul – terra natal da sua mãe, Lynnette. “Ao longo da minha vida sempre fui educado para perceber que devemos ajudar as pessoas que passam mais dificuldades e foi com essa intenção que criei a fundação. E realmente é impressionante que quando começou eram apenas 15 crianças e hoje em dia são milhares delas, por isso queria muito agradecer ao João Lagos por este gesto tão generoso”.

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