Estoril Open News and Events

Pelo terceiro ano consecutivo Frederico Gil fez do Court Central a sua “casa” e logrou passar a primeira eliminatória do Estoril Open, desta feita ao derrotar Nicolas Mahut (43º ATP) por 6-0 e 6-3.
Num encontro de sentido único, Frederico Gil, que esta semana ocupa a 146ª posição do ranking mundial ATP tornou-se no primeiro português a ultrapassar a jornada inaugural do Estoril Open em três anos consecutivos depois dos feitos alcançados em 2006 e 2007.
“Este é o meu torneio preferido. Dentro daquelas quatro linhas do Court Central sinto-me como se estivesse em casa, adoro aquela terra, aquele ambiente todo com o público a puxar por mim. Sinto-me muito bem”, começou por explicar um contente Gil, antes de passar a uma análise mais consciente do encontro: “O resultado pode parecer enganador, mas um 6-0 pode acontecer a qualquer jogador. A mim já me aconteceu, por isso sei como essas coisas são normais. Penso que ao nível de jogo apresentámo-nos num patamar muito semelhante, mas nestes tipo de torneios, acabam por ser pequenos detalhes a fazer a diferença e foi isso que aconteceu”.
Do lado de Mahut, um jogador adepto do serviço-vólei, o desapontamento pela derrota foi evidente, mas reconheceu que “ainda é muito cedo para começar a apresentar resultados na terra batida. Não é uma superfície onde esteja muito à vontade e demoro sempre mais tempo a entrar no ritmo”.
Uma vez apurado para os oitavos-de-final, Frederico Gil terá agora de esperar pelo desfecho do encontro que colocará amanhã frente-a-frente os qualifiers João Sousa e Oliver Marach.
A viver um autêntico sonho, o vimaranense João Sousa revelou esta tarde no Court Central estar no bom caminho para uma carreira que se espera recheada de sucessos. Seguindo a consistência apresentada nos dias anteriores, o jovem de 19 anos bateu o homónimo Pedro Sousa com os parciais de 6-2 e 6-3, garantindo a sua estreia num quadro principal de um torneio ATP.
“Penso que foi o melhor resultado da minha carreira, pois acima de tudo permitiu-me aceder ao quadro principal de uma prova tão importante como é o caso do Estoril Open”, revelou João Sousa visivelmente contente com o feito, garantindo que irá dar o seu melhor frente ao primeiro top 100 que vai defrontar na carreira. “O importante agora é ir jogo a jogo e dar o meu melhor, mas é óbvio que tenho ambição e quero seguir em frente”.
De registar que João Sousa tornou-se, esta tarde, no segundo português a ultrapassar as três rondas de qualificação, repetindo o feito de Bernardo Mota em 1992.
Veja aqui os quadros completos do Estoril Open
Na competição feminina, ao contrário do que se verificou com Frederico Gil, a estreia das representantes portuguesas não foi tão feliz. Frederica Piedade foi a primeira a entrar em cena, mas a sorte que lhe reservou o sorteio não foi a melhor. Frente à terceira cabeça-de-série, a tenista portuguesa não foi além de 6-3 e 6-0, destacando no final o à vontade com que a sua adversária encarou o derradeiro parcial. “Sinceramente surpreendeu-me um pouco a entrada dela no encontro. Não estava à espera. Já a conhecia do tempo dos ITF e tinham-me dito que ela tinha evoluído muito. Mas penso que só no segundo set é que ela se soltou na realidade e aí é que se viu concretamente que ela está no 37º posto do ranking”.
Ainda no contingente luso, destaque-se apesar da derrota, a estreia de Neuza Silva e Michelle Larcher de Brito na competição de pares. Emparelhando pela primeira vez, a dupla nacional deu bastante luta a Alisa Kleybanova e Sandra Kloesel, mas acabou por ceder na discussão do super tie-break para um resultado final de 6-4, 4-6 e 10-8.


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