Estoril Open News and Events

«O ténis que Roger Federer e Nikolay Davydenko proporcionaram na final de 2008 foi do melhor que já se viu nos 20 anos do torneio», recorda João Lagos;«infelizmente essa final não foi concluída da maneira tradicional porque o Nikolay teve de desistir no segundo set, mas o espectáculo proporcionado até então foi brilhante e espero que se voltem a defrontar no Jamor para o tira-teimas. O estilo contrastante de ambos proporciona sempre excelentes espectáculos e, entretanto, o russo regressa ao Jamor com um estatuto ainda mais solidificado pela categórica vitória no Masters», conclui o director do torneio. «É também um dos mais fiéis, senão mesmo o mais fiel, dos participantes no Estoril Open. Mesmo que na mesma semana se jogue um evento, o torneio de Munique, que ele até já ganhou e que se realiza num país onde já viveu, tem-nos dado a sua preferência e só podemos regozijar-nos de voltar a receber um campeão da sua estirpe que merece ser ainda mais apreciado do que é».
DO JAMOR A MESTRE DOS MESTRES
O discreto russo começou a dar nas vistas ao ganhar surpreendentemente a edição de 2003 do Estoril Open, derrotando então o seu consagrado compatriota Yevgeny Kafelnikov no trajecto para um título arrebatado na final face ao argentino Agustin Calleri.
Em 2006 protagonizou com David Nalbandian a primeira final no Jamor entre os dois primeiros cabeças-de-série e com a média de rankings mais elevada de sempre; em 2008, bateu esse recorde juntamente com Roger Federer, numa cimeira decidida sem o recurso a match-point devido à desistência por lesão quando o resultado estava em 7-6 para o suíço (um primeiro set muito equilibrado, com o número um mundial a esconjurar várias ameaças de break) e Davydenko liderava por 2-1 na segunda partida.
Apesar desse impedimento físico, 2008 foi mais uma excelente temporada para o jogador de Leste – com a conquista de três títulos em cinco finais, destacando-se o correctivo aplicado a Rafael Nadal na final do Masters 1000 de Miami e a sua presença na elitista Masters Cup, perdendo somente para Novak Djokovic no encontro que decidia o título e agravando uma lesão que o impediu de jogar nos três primeiros meses de 2009.
Retomou o contacto com a competição somente em Monte-Carlo e o seu melhor resultado logo após o regresso foi precisamente a presença nas meias-finais do Estoril Open, no início de Maio, perdendo então para James Blake. Demorou algum tempo até recuperar a consistência de resultados que o caracteriza, mas atingiu os quartos-de-final em Roland Garros e seguidamente alinhou títulos consecutivos na terra batida de Hamburgo e Umag – depressa regressando ao top 10 para fechar o ano em grande destaque em pisos mais rápidos: bateu Fernando Verdasco na final de Kuala Lumpur e Rafael Nadal na final do Masters 1000 de Xangai; qualificou-se para o ATP World Tour Finals (antiga Masters Cup) em Londres… e logrou o maior título da sua carreira.
Ao derrotar Rafael Nadal, Roger Federer e Juan Martin del Potro no torneio dos mestres, “Kolya” mostrou que não usurpou o título: cometeu a proeza de, no espaço de uma semana, derrotar todos os titulares do Grand Slam em 2009, com destaque para o sucesso sobre Federer nas meias-finais que quebrou uma malapata de 12 derrotas consecutivas diante do campeoníssimo suíço (vingando a vez anterior, na tal inacabada final do Estoril Open). E tornou-se no primeiro jogador do seu país a ganhar o Masters: os mais famosos Yevgeny Kafelnikov e sobretudo Marat Safin ganharam dois títulos do Grand Slam cada um, mas nunca venceram a cimeira de encerramento de época.
Dotado de um excelente jogo de fundo do court, Nikolay Davydenko exibe-se sempre com elevada intensidade e não há muitos jogadores no planeta capazes de contrariar o seu ritmo de jogo. O seu estilo assenta em fulgurantes acelerações de direita e de esquerda (a duas mãos), ‘disparadas’ com trajectórias tensas e de modo muito peculiar: a rotação dos ombros e dos quadris durante a execução permite-lhe não só imprimir grande velocidade à bola como também recolocar-se rapidamente para a pancada seguinte, forçando a devolução de bolas curtas que são rapidamente transformadas em pontos ganhantes.
Curiosamente, ostentando a nacionalidade russa desde os 18 anos e tendo sido preponderante na vitória do seu país na Taça Davis em 2006 (foi suplente no triunfo de 2002), Nikolay Davydenko nasceu na Ucrânia – tendo-se transferido para a Alemanha aos 15 anos de idade devido ao ténis. Tem residências na Alemanha, Áustria e Rússia. Continua a ser treinado pelo irmão Eduard Davydenko, que esteve com ele aquando da vitória no Estoril Open em 2003. Esse foi o primeiro torneio que a namorada Irina o viu jogar; a relação começou com um excelente augúrio e transformou-se em matrimónio.
Saiba mais sobre Nikolay Davydenko

Notícias 2009






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