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Estoril Open News and Events


Roger Federer
Roger Federer
© JLS
Roger Federer regressa a Portugal em 2010

ROGER FEDERER E ESTORIL OPEN: UMA HISTÓRIA DE EMPATIA
Roger Federer gostou tanto que vai voltar: o número um mundial revelou o seu programa oficial para a temporada de 2010 e, à semelhança do que sucedeu em 2008, incluiu na sua criteriosa agenda a participação no evento português que integra o calendário do ATP World Tour.

Numa acção concertada com o anúncio público do campeoníssimo suíço, também João Lagos confirma que o grande protagonista da 21ª edição do Estoril Open será aquele que o director do maior evento tenístico português considera, há já vários anos, ser o melhor tenista de todos os tempos - mas que regressará ao Jamor com esse estatuto estatisticamente certificado, após ter igualado (em Roland Garros) e ultrapassado (em Wimbledon) no ano de 2009 a anterior melhor marca de títulos do Grand Slam detida por Pete Sampras. Para além de ter melhorado vários outros recordes paralelos que constam do seu fabuloso palmarés.

Também a participação de Roger Federer no Estoril Open de 2008 estabeleceu uma nova fasquia na história do maior evento tenístico nacional. «Numa semana que foi a mais chuvosa de Abril em 150 anos, batemos todos os recordes de assistência e a onda de entusiasmo gerada à volta do torneio acabou por ser fundamental para o regresso de Roger Federer», sublinha João Lagos. «Ele tem excelentes memórias da sua participação em 2008, quando conquistou o título numa fase complicada da sua carreira. Também ficou agradado por termos contribuído para a sua Fundação. E aquilo que afirmou no discurso da cerimónia da entrega de prémios confirma-se: na altura ele mostrou efectivamente o desejo de um dia voltar, embora ainda não tenhamos as instalações definitivas que ele disse o torneio merecer».

VÍDEO: ROGER FEDERER E O ESTORIL OPEN 2010 

CIRCUNSTÂNCIAS INÉDITAS
O regresso de Roger Federer ao Estoril Open é tanto mais excepcional porquanto o suíço tem por hábito, desde que venceu o evento de Munique em 2003, não jogar qualquer torneio regular do ATP World Tour para além dos eventos Masters 1000 na época de terra batida que precede Roland Garros. No espaço de seis anos, a única excepção foi feita em 2008 - precisamente no Estoril Open, mas na altura graças a um calendário diferente e favorável. Em 2010 estará de volta jogando no Jamor entre os eventos Masters 1000 de Roma e Madrid.

«Em 2008, foi possível ter o Roger Federer no Estoril Open em circunstâncias especiais, porque o facto de ser um ano olímpico alterou o calendário de modo a que a sua participação se tornasse mais viável - e tivemos o mérito de o seduzir. Com o regresso à data habitual, pensei que não teríamos a oportunidade de o rever tão cedo entre nós», sublinha João Lagos. «Mas o certo é que tudo correu pelo melhor e não perdemos o contacto; ele na altura quebrou um jejum de títulos que durava há cinco meses, ainda se debatia com uma debilitante mononucleose e crítica começava a duvidar dele. Nós acreditámos nele e o público português foi um excelente anfitrião, esgotando o court central até mesmo nas suas sessões de treino. Todas essas boas sensações fizeram com que ele próprio manifestasse interesse em voltar a competir no torneio».

As reuniões arrancaram em Roland Garros, prolongaram-se durante Wimbledon e ficaram praticamente afinadas no Open dos Estados Unidos. A decisão final foi tomada agora. «Devido ao calendário de 2010, foi necessário ter a concordância do preparador físico Pierre Paganini», revela João Zilhão, o adjunto de João Lagos que também participou nas negociações com o campeão e o seu empresário Tony Godsick. «O Roger Federer não escolhe os torneios pelo cachet, fá-lo por gosto e para se preparar da melhor forma para os torneios do Grand Slam. No caso, ele pretende testar-se para Roland Garros, tal como o fez em 2008. Houve sempre um interesse recíproco e foi necessário fazer vários ajustes para viabilizar o seu regresso com a concordância da IMG, a sua empresa de management, e da sua equipa técnica».

1990-2010: O PRESENTE IDEAL
«É com a maior satisfação que anuncio o regresso de Roger Federer ao Estoril Open. Após as celebrações da 20ª edição numa conjuntura que continua muito difícil e apesar de todas as contingências relacionadas com a área que nos é disponibilizada no Complexo de Ténis do Estádio Nacional, a presença do melhor tenista de todos os tempos e de um dos maiores atletas - senão mesmo o maior! - de sempre constitui o presente ideal para todos os adeptos, entidades e patrocinadores que nos têm ajudado a transformar o Estoril Open num marco incontornável do circuito profissional e que também contribuiram, com o seu empenho maciço na edição de 2008, a fazer com que o Roger Federer tivesse gostado tanto e quisesse regressar», revelou João Lagos. «Mas é, também, um presente para mim: num ano redondo como o de 2010, 20 anos após a nossa fundação do torneio em 1990, voltar a ver jogar no Jamor aquele que considero ser o tenista mais elegante e completo de todos os tempos é a melhor prova de que estamos a efectuar um grande trabalho. Sinceramente, achei que tão cedo não seria possível».

Nunca nenhum tenista - fosse homem ou mulher - granjeou tanta unanimidade junto da crítica, e dos seus pares, como Roger Federer. Tanto pelo seu virtuosismo técnico como pela sua afável personalidade. Rápido, felino, tacticamente clarividente, com um ténis perfeito dotado de mais soluções do que qualquer outro campeão da modalidade e uma conduta sempre exemplar, o helvético é o ‘exterminador implacável’ com mais estilo de sempre.

RECORDES DE ASSISTÊNCIA NO JAMOR
A edição de 2008 bateu todos os recordes de assistência com 53.888 espectadores ao longo do torneio - com várias jornadas esgotadas com antecedência (sobretudo as de sexta ao domingo da final), tendo mesmo sido necessário fechar as portas do Complexo de Ténis do Estádio Nacional em várias circunstâncias, de modo a não congestionar o recinto.

O próprio Roger Federer ficou sensibilizado com a hospitalidade e o banho de multidão a que foi sujeito, abordando mesmo a questão do estádio no seu discurso na cerimónia da entrega de prémios.
Disse então: «É óptimo ter ganho novamente um torneio - o meu último título aconteceu na Masters Cup de Xangai – e ao mesmo tempo ganhar o primeiro troféu em terra batida do ano, dando-me a maior confiança para o resto da temporada. Quero agradecer a todos terem feito da minha participação algo especial. É pena tratar-se de um estádio temporário, seria bom que vocês tivessem um estádio maior porque Portugal merece. Quando voltar, espero fazê-lo para jogar num estádio maior e melhor do que este!».

João Lagos não terá o estádio por todos desejado, mas o Court Central terá uma configuração diferente e um maior número de lugares disponíveis. «Vamos tentar fazer com que haja mais gente a poder ver o melhor tenista de todos os tempos, aumentando a capacidade do estádio. O resto é com os adeptos - têm de garantir antecipadamente os ingressos se não quiserem ficar de fora!».

ROGER FEDERER: BIOGRAFIA, PALMARÉS, RECORDES
Roger Federer nasceu em Basileia, na Suíça, a 8 de Agosto de 1981. Mede 1m85 para 85 kg de peso; é casado com Miroslava ‘Mirka’ Vavrinec e pai de duas gémeas: Myla Rose e Charlene Riva, nascidas a 24 de Julho de 2009.

Tenisticamente, é o melhor tenista de todos os tempos. Com o seu 15º título do Grand Slam alcançado este ano em Wimbledon, o suíço ultrapassou Pete Sampras - depois de, um mês antes, já ter alcançado aquilo que o campeoníssimo norte-americano nunca tinha feito: vencer em Roland Garros, tornando-se apenas no sexto jogador da história da modalidade a ganhar os quatro diferentes títulos do Grand Slam.

Recordes mais relevantes:
Maior número de títulos (15) e finais (21) do Grand Slam
Único a marcar presença em 10 finais consecutivas de torneios do Grand Slam
Único a alinhar 22 meias-finais consecutivas em eventos do Grand Slam
Único a ganhar três títulos do Grand Slam num mesmo ano por três vezes primeiro a fazer a dobradinha Wimbledon/US Open em quatro anos consecutivos
Maior número consecutivo de semanas como número um do ranking (237), depois de ter sido eleito número um mundial de juniores em 1998
Maior número de finais ganhas consecutivamente no circuito (24, o dobro do anterior recorde partilhado por Bjorn Borg e John McEnroe)
Maior prize-money oficial num único ano (10.130.620 USD em 2007)
Maior prize-money oficial de carreira (50.777.919 USD até 1 Novembro ‘09)

A qualidade do seu palmarés é excepcional: 15 Grand Slams, 16 Masters Series e 4 Masters Cup constituem mais de metade dos seus 61 títulos alcançados em 84 finais - um índice de aproveitamento de 72,6 por cento.

Extravasando o ténis, Roger Federer tornou-se no primeiro campeão dos campeões a ganhar o galardão Laureus de ‘Desportista do Ano’ por quatro vezes consecutivas. Recebeu por cinco vezes consecutivas o prémio de desportivismo do ATP World Tour (‘Stefan Edberg Sportsmanship Award’). Foi também incluído pela Time Magazine na sua lista das ‘100 Pessoas Mais Influentes do Planeta’ (na categoria ‘Heróis e Pioneiros’), é o único suíço vivo com a sua esfinge num selo dos correios helvéticos e também figura na famosa lista das ‘Pessoas Mais Sexy’ do planeta instaurada pela People Magazine.

Actualmente, Roger Federer está a deixar de ser comparável a outros campeões do ténis - o suíço é já figura proeminente de um panteão muito restrito que inclui mitos como Michael Jordan, Tiger Woods, Pelé, Lance Armstrong, Ayrton Senna e Muhammed Ali.

NÚMERO UM NO JAMOR E O EFEITO ROLAND GARROS
Em 2008, Roger Federer foi o segundo número um mundial a jogar o Estoril Open ostentando na semana do torneio esse estatuto - após Thomas Muster, que ganhou no Jamor enquanto líder do ranking em 1996. Outros líderes da hierarquia ATP que competiram no maior evento tenístico nacional: Ivan Lendl, Yevgeny Kafelnikov, Carlos Moya, Gustavo Kuerten, Marcelo Rios e Juan Carlos Ferrero.

Para além de Roger Federer, a lista de campeões do Estoril Open que ganhou posteriormente o Grand Slam parisiense inclui Sergi Bruguera, Thomas Muster, Albert Costa e Juan Carlos Ferrero (sem esquecer que Yevgeny Kafelnikov, Gustavo Kuerten e Gaston Gaudio venceram o Estoril Open em pares antes de ganhar Roland Garros em singulares!). Carlos Moya e Gaston Gaudio venceram em singulares no Jamor após conquistar Roland Garros.

 
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